Silvicultura - Tecnologias

Avaliação de sistema de sangria de seringueira com uso de estimulante: Objetivando avaliar diferentes sistemas de sangria da seringueira nos seus primeiros anos de produção, submetidos a estimulação, e indicar aos seringalistas do Espírito Santo o melhor sistema de extração de látex, foi instalada uma unidade de observação no Município de Anchieta. Observou-se quatro sistemas de sangria, com e sem uso do estimulante Ethephon, a 2,5%. A maior produção em gramas de borra seca por árvore, por corte, foi obtida pelo sistema S/2 d/7 ET 2,5% 6y (sangria em meia espiral, a cada sete dias, com seis aplicações por ano, de Ethephon por ano), 48% superior ao da testemunha, S/2 d/2 (sangria em meia espiral, a cada dois dias, sem estimulação). Quanto à produtividade, o sistema S/2 d/3 ET 2,5% 4y (sangria em meia espiral, a cada três dias, com quatro aplicações de Ethephon, a 2,5% por ano) apresentou resultado superior aos demais, 21% em média, em relação à testemunha. A alteração do sistema de sangria tradicional S/2 d/2 por um de maior intervalo de corte associado ao uso de estimulante apresentou as seguintes vantagens: menor consumo de casca por painel e o consequente prolongamento da vida útil da árvores; maior número de árvores em sangria; maior número de tarefa por seringueiro, menor risco de ocorrência de doença de painel, bem como maior produção

Armadilhas luminosos para captura de “Mandarová”: A lagarta do lepidóptero Erinnyis ello, conhecida como “mandarová” é considerada a principal praga da seringueira, chegando a dizimar por completo um plantio em poucos dias. Com o objetivo de avaliar seu nível de ocorrência” no Espírito Santo, utilizaram-se para coleta de adultos, armadilhas luminosas, colocadas 1m acima da cultura, que eram ligadas uma vez por semana, às 18h e desligadas às 6h da manhã seguinte. A pesquisa verificou um pico de ocorrência do inseto nos meses de novembro a janeiro, o qual repete-se em abril. Nesses período a seringueira está mais sujeita ao ataque da praga. Recomendaram-se fiscalizações atentas nessa época para se evitar prejuízos à cultura.

Epidemiologia do mal-das-folhas da seringueira no Estado do Espírito Santo: Durante dois anos, acompanhou-se o progresso do maldas-folhas em condições de campo, no Município de Viana. Registrou-se a umidade relativa do ar, a temperatura e a precipitação pluvial. Apesar de os períodos com temperatura menor ou igual a 20ºC serem tradicionalmente prolongados na fase de refolhamento das seringueiras adultas (setembro e outubro), os períodos com umidade relativa igual ou superior a 90% foram frequentes e a severidade da doença apresentou-se alta. Associada a observações efetuadas em alguns plantios comerciais, constatou-se que o litoral do Espírito Santo, diferentemente do que se acreditava, não pode ser considerado como área de escape da seringueira ao mal-das-folhas.

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