09/08/2017 11h27

Tilápias, rãs, camarões e outros: a aquicultura em debate no Espírito Santo

Os debates sobre aquicultura também vão contemplar a produção de rãs e de tilápias.

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realiza diversos eventos para discutir a aquicultura. Ações voltadas para a produção de tilápia, ranicultura, carcinicultura e maricultura serão realizadas em várias cidades capixabas. A capacitação vai envolver 650 produtores, técnicos e demais interessados.

“O objetivo desta rodada de discussões é trazer temas atuais nas diversas cadeias aquícolas, como o sistema de recirculação de água, aquaponia e bioflocos, que são tecnologias sustentáveis de cultivo, além de discutir métodos par aumentar a produtividade”, disse Lucimary Ferri, coordenadora do Programa Especial de Aquicultura e Pesca do Incaper.

O primeiro evento está marcado para a próxima sexta-feira (11) em Castelo. O Workshop Tilápia Sul pretende discutir a produção de tilápias no Espírito Santo, bem como as tecnologias sustentáveis de produção e as perspectivas do setor. O evento contará com palestrantes de renome nacional, como o zootecnista diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos (ABRACOA), Manuel Braz, para debater temas como o cultivo sustentável de tilápia e sistema de aquaponia. Outros profissionais abordam as perspectivas de mercado e técnicas para o aumento da produtividade, além da qualidade na alevinagem de tilápias.

O Workshop Tilápia Sul é realizado pelo Incaper em parceria com diversas instituições, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Fundação de Desenvolvimento Agropecuário do Espírito Santo (Fundagres) e a Prefeitura de Castelo, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura.

Outras regiões do Estado também serão contempladas com eventos semelhantes: o Workshop Tilápia Norte será realizado no dia 24 de agosto em Linhares. Haverá também discussões a respeito da produção de rãs no Estado no município da Serra (28 de setembro). O curso sobre doenças de Tilápias será realizado em dois dias: 16 e 17 de outubro em Linhares. Serão feitos ainda debates a respeito de carcinicultura em Colatina (31 de outubro) e um Seminário de Maricultura em Piúma (23 de novembro).

A aquicultura no Estado

O Incaper desenvolve vários trabalhos com as comunidades produtoras, por meio de ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural. O Instituto também busca a adequação técnica das estruturas de cultivo, de forma a potencializar a capacidade de produção, e promove a capacitação técnica das famílias produtoras para uma produção mais tecnificada para manipulação do pescado e gestão dos empreendimentos. O Incaper também apoia a comercialização do produto final e a organização dos produtores, visando sempre a prática de uma aquicultura sustentável, que promova a geração e a diversificação da renda familiar das comunidades.

Atualmente, existem no Espírito Santo cerca de 570 aquicultores que desenvolvem a atividade de aquicultura com a finalidade de lazer, comércio ou subsistência. Responsáveis por cerca de 350 toneladas/ano de produção de tilápia, as associações de piscicultores e pescadores no Estado estão principalmente nos municípios de Linhares, São Mateus, Aracruz, Serra, Anchieta, Boa Esperança, entre outros. O Incaper desenvolve diversos trabalhos voltados para incentivar a atividade e incrementar a produção aquícola capixaba. (Fonte: Pedeag)

Piscicultura: Entre as espécies de água doce, a tilápia é mais cultivada no Espírito Santo, pois possui um desenvolvimento bastante acelerado e excelente aceitação no mercado. O Incaper auxilia os produtores a dominar as tecnologias de produção, orientando-os no que se refere à utilização de tanques rede (gaiolas) ou viveiros escavados, por exemplo. Além disso, o Instituto presta assistência no que se refere às técnicas de filetagem, processamento e beneficiamento e ajuda na comercialização por meio dos programas de governo. Além da tilápia, outras espécies são potenciais para o Espírito Santo, como o tambaqui e o pintado.

Carcinicultura: A técnica de criação de camarões em viveiros é uma excelente alternativa de diversificação e aumento de renda na propriedade, pois permite uma boa margem de lucro ao produtor que possui local apropriado para a construção de viveiros. Isso se deve ao fato de o camarão possuir alto valor comercial devido à grande demanda pelo produto no mercado. Maricultura: A maricultura é a produção de organismos aquáticos no mar. É uma atividade bastante desenvolvida na região Sul do Brasil, litoral de São Paulo e Rio de Janeiro e que deve crescer em todo o país nos próximos anos, devido à grande extensão marítima do país. No Espírito Santo, há projetos pilotos em Aracruz e Guarapari. A maricultura é também uma forma de gerar o desenvolvimento socioeconômico das regiões costeiras, gerando emprego e renda para os pescadores, além de elevar a produtividade destas áreas. No Espírito Santo, o Incaper destaca o importante papel que a mulher desempenha na atividade, contribuindo, principalmente, nas etapas de beneficiamento do produto. Muitas mulheres vivem da extração de ostras, sururu e caranguejo, entre outros.

Ranicultura: O Espírito Santo possui áreas propícias para a criação de rãs. Por estar próximo aos grandes mercados consumidores, o Estado tem todos os requisitos necessários à criação comercial. O Espírito Santo já teve uma grande quantidade de ranários, mais de 15, e o Incaper contribui para incentivar a atividade e reduzir os entraves para o desenvolvimento da atividade. Atualmente, Taiwan e China são os maiores produtores mundiais de rã. Nesses países, o sistema de criação é semi-intensivo, ou seja, os animais passam parte da vida em cativeiro, parte no ambiente. Neste contexto, o Brasil se destaca como maior produtor de rãs em cativeiro, sendo que São Paulo e Rio de Janeiro são os Estados com maior número de ranários do país.

 

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