Apicultura
A apicultura consiste na criação de abelhas exóticas (Apis mellifera) com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha. Essa atividade é incentivada pelo Incaper em diversos municípios capixabas e tem se mostrado uma excelente alternativa de diversificação agrícola. A apicultura representa uma significativa fonte de renda para os agricultores familiares, não exige muito tempo e nem grandes áreas de terra disponíveis, e é uma atividade de baixo impacto ambiental, que contribui bastante para preservação do ecossistema.
O Espírito Santo possui 888 estabelecimentos agropecuários com apicultura, dos quais cerca de 80% são de agricultura familiar, segundo o Censo Agropecuário 2017. Atualmente, em torno de 250 apicultores estão organizados em 15 associações vinculadas à Federação Capixaba das Associações de Apicultores (Fecapis).
Nos últimos anos, a produção de mel no Estado tem se mantido acima de 800 toneladas anuais. Entre os principais municípios produtores estão: Aracruz, Fundão, Marechal Floriano, Domingos Martins, São Mateus, Colatina, São Domingos do Norte, Boa Esperança, Santa Maria de Jetibá e São Gabriel da Palha.
Meliponicultura
A criação de abelhas nativas sem ferrão é uma atividade que vem crescendo no Espírito Santo. O Incaper desenvolve ações de assistência técnica, extensão rural e educação ambiental voltadas ao conhecimento e à caracterização das espécies existentes no Estado, considerando aspectos como o status ecológico e o potencial para criação.
Das 262 espécies de abelhas sem ferrão registradas no Brasil, 40 ocorrem no Espírito Santo, distribuídas em 18 gêneros. Esse número representa cerca de 15% das espécies conhecidas no País. Entre as espécies criadas no Estado estão jataí, uruçu-amarela, mandaçaia e mandaguari-amarela, além de outras com potencial para criação, como mumbuca, guaraipo, monduri, tubiba, borá ou jataí-gigante e iraí.
Um dos principais destaques é a uruçu-capixaba (Melipona capixaba), espécie endêmica das montanhas capixabas e ameaçada de extinção. As abelhas sem ferrão também desempenham importante papel na polinização. No Espírito Santo, a meliponicultura é praticada principalmente por agricultores familiares e também está presente em comunidades indígenas e quilombolas.
O trabalho de interação rural com meliponicultura e apicultura é desenvolvido no Centro Regional de Desenvolvimento Rural Centro Norte, na Estação das Abelhas, em Linhares.
Para buscar mais legislações, acesse o Sistema de Consulta à Legislação do MAPA e o site do Idaf .
Vídeo
| Apicultura Downloads | |
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Portaria nº 6, de 25/07/1985
Aprova as Normas Higiênico-Sanitárias e Tecnológicas para Mel, Cera de Abelhas e Derivados. |
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Portaria nº 9, de 18/02/2003
Institui o Comitê Científico Consultivo em Sanidade Apícola (CCCSA), que terá por finalidade oferecer subsídios técnico-científicos ao Departamento de Defesa Animal (DDA), para elaboração de normas e procedimentos relacionados à sanidade do plantel apícola brasileiro e à importação de abelhas e produtos apícolas. |
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| Programa Nacional de Sanidade Apícola - PNSAp | Acessar |
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Instrução Normativa nº 3, de 19/01/2001
Aprova os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Apitoxina, Cera de Abelha, Geléia Real, Geléia Real Liofilizada, Pólen Apícola, Própolis e Extrato de Própolis. |
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Lei Ordinária n° 11.077/2019
Dispões sobre procedimentos para normatizar a criação de abelhas nativas sem ferrão no âmbito do Estado do ES. |
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