Silvicultura

O Programa de Silvicultura do Incaper está alinhado às políticas públicas da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), baseada em ações integradas de pesquisa e assistência técnica, desenvolvidas em parcerias com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Seama); Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes); Instituto Federal do Espirito Santo (Ifes); Embrapa; entre outros. Essas ações são voltadas para a produção de produtos florestais e a recuperação ambiental, principalmente das Áreas de Preservação Permanente (APP), com adequação das áreas de uso da terra para produção agrícola e florestal na propriedade rural.

A silvicultura é a ciência que estuda as maneiras naturais e artificiais de restaurar e melhorar o povoamento florestal para atender o agricultor familiar e o mercado madeireiro. Esse estudo pode ser aplicado na manutenção, no aproveitamento e no uso consciente das florestas.

O Incaper atua desde 2017 na Política de Incentivo à Cadeia Produtiva de Base Florestal do Espírito Santo, o Mais Floresta Produtiva, que tem por objetivo construir de forma sustentável uma nova política da cadeia produtiva de base florestal, para expandir a área de plantio com florestas produtivas e adequação ambiental de propriedades agrícolas, por meio de parcerias púbico-privadas e uma administração baseada na governança interinstitucional. Dentro dessa política, existem programas voltados para o fortalecimento do setor florestal do Estado, sendo eles: Pinus (Pró-Resina), Seringueira, Eucalipto, Palmáceas, Espécies Florestais não tradicionais, Integração Lavoura, Pecuária e Florestas e Sistemas Agroflorestais.

O Instituto atua também no Programa Reflorestar, que tem como objetivo a preservação das matas nativas e o aumento da cobertura florestal por meio de ações que estimulam a ampliação da consciência preservacionista do agricultor e o fortalecimento do arranjo econômico florestal, consolidando cada vez mais essa importante atividade para o Espírito Santo.

Essas ações têm estimulado os plantios de árvores para produção madeireira ou para outros usos, como resina, látex, coleta de frutos e sementes, propondo-se a diminuir a pressão sobre os fragmentos florestais nativos remanescentes no Estado. Entre os produtos florestais não-madeireiros, vale ressaltar o aumento da produção de látex (borracha), resina de pinus, produção de polpa de açaí e juçara, pimenta rosa e palmito pupunha, permitindo preservação ambiental e aumento da renda para a agricultura familiar estadual.

Ações adicionais de extensão florestal e pesquisa também são executadas por meio de convênios da Seag e Incaper com instituições e empresas privadas, possibilitando a distribuição de mudas em todo o Espírito Santo, com foco nos agricultores familiares e assentamentos rurais, muitas delas cultivadas em sistemas agroflorestais, com ganhos econômicos e ambientais.

Como forma de atender a demanda do Estado por tecnologias que ampliem as possibilidades dos cultivos de espécies florestais, o Incaper juntamente com a Seag, em parceria com o Ifes, Embrapa e outras instituições, vem desenvolvendo ao longo dos anos projetos de pesquisa como o 'Floresta Piloto', em Alegre, com geração de tecnologias por meio da pesquisa científica aplicada no setor florestal.

As regiões com maior conservação de solo e água no Estado são aquelas onde têm concentração de florestas, sejam elas plantadas ou não. Além disso, as plantações florestais têm promovido mudanças em economias regionais e locais, o que tem provocado o aumento das oportunidades de trabalho e o aquecimento da economia.

Em 2019, o estado do Espírito Santo contava com 231.421 hectares de florestas plantada, sendo que destes, 225.055 hectares eram de florestas de eucalipto e os 5.486 hectares restante correspondem a outras espécies como pinus, seringueira, entre outros.

Tecnologias

Tópicos:
Silvicultura
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