Aquicultura

A aquicultura consiste no cultivo de organismos cujo ciclo de vida em condições naturais se dá total ou parcialmente em meio aquático. Pode ser continental ou marinha. Em outras palavras, a aquicultura pode ser compreendida como a produção de pescados (peixes, moluscos, algas, camarões e outros) em cativeiro, ou seja, o estoque é privado. O cultivo e a criação de organismos aquáticos ocorrem em verdadeiras fazendas cujo meio de produção é a água, e não a terra, como nas atividades análogas da agricultura e da pecuária. Atualmente, existem no Espírito Santo cerca de 570 aquicultores que desenvolvem a atividade de aquicultura com a finalidade de lazer, comércio ou subsistência. Responsáveis por cerca de 350 toneladas/ano de produção de tilápia, as associações de piscicultores e pescadores no Estado estão nos municípios de Linhares, São Mateus, Aracruz, Serra, Anchieta, Boa Esperança, entre outros. O Incaper desenvolve diversos trabalhos voltados para incentivar a atividade e incrementar a produção aquícola capixaba. (Fonte: Pedeag)

Piscicultura: Entre as espécies de água doce, a tilápia é mais cultivada no Espírito Santo, pois possui um desenvolvimento bastante acelerado e excelente aceitação no mercado. O Incaper auxilia os produtores a dominar as tecnologias de produção, orientando-os no que se refere à utilização de tanques rede (gaiolas) ou viveiros escavados, por exemplo. Além disso, o Instituto presta assistência no que se refere às técnicas de filetagem, processamento e beneficiamento e ajuda na comercialização por meio dos programas de governo. Além da tilápia, outras espécies são potenciais para o Espírito Santo, como o tambaqui e o pintado.

O Incaper também defende a implantação de fazendas marinhas no litoral do Espírito Santo. A proposta é desenvolver a piscicultura marinha de menor porte, em águas abrigadas. Algumas espécies são consideradas potenciais para a criação em cativeiro, como é o caso do bijupirá, também conhecido pelos pescadores como “cação sem dentes” e que apresenta um excelente potencial zootécnico para criação, sendo apoiado pelo Incaper ações de pesquisa e extensão do projeto piloto de criação desta espécie no mar em Guarapari e Piúma, de forma a gerar conhecimento para o desenvolvimento da piscicultura marinha como forma de geração de renda e ocupação das comunidades pesqueiras e aquícolas. O vermelho, a cioba, a caranha e a seriola, também conhecida como olhete, são outras espécies que aceitam a alimentação à base de ração e apresentam crescimento razoável.

Carcinicultura: A técnica de criação de camarões em viveiros, é uma excelente alternativa de diversificação e aumento de renda na propriedade, pois permite uma boa margem de lucro ao produtor que possui local apropriado para a construção de viveiros. Isso se deve ao fato de o camarão possuir alto valor comercial devido à grande demanda pelo produto no mercado.

Um laboratório de pós- larvas de camarão, localizado em Novo Brasil, Governador Lindenberg, produz pós-larvas de qualidade. Ele é administrado pela Cooperativa dos Aquicultores do Espírito Santo (Ceaq) e atende prioritariamente aos 12 municípios tradicionais na produção de camarão da água doce em terras capixabas. As pós-larvas cultivadas no espaço também são comercializadas para carcinicultores de todo o Espírito Santo e dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Atualmente, a produção capixaba gira em torno de 82 toneladas/ano, gerando faturamento de R$ 2,5 milhões aos produtores. O Espírito Santo é o maior produtor de camarão de água doce do Brasil e os principais cultivos estão instalados nos municípios de São Domingos do Norte, Governador Lindenberg e São Gabriel da Palha. Segundo dados da Cooperativa dos Aquicultores do ES (Ceaq), a produção média em 2014 foi de 42 toneladas de camarão beneficiado e 17 toneladas de camarão in natura.

Maricultura: A maricultura é a produção de organismos aquáticos no mar. É uma atividade bastante desenvolvida na região Sul do Brasil, litoral de São Paulo e Rio de Janeiro e que deve crescer em todo o país nos próximos anos, devido à grande extensão marítima do país. No Espírito Santo, há projetos pilotos em Aracruz e Guarapari. A maricultura é também uma forma de gerar o desenvolvimento socioeconômico das regiões costeiras, gerando emprego e renda para os pescadores, além de elevar a produtividade destas áreas. No Espírito Santo, o Incaper destaca o importante papel que a mulher desempenha na atividade, contribuindo, principalmente, nas etapas de beneficiamento do produto. Muitas mulheres vivem da extração de ostras, sururu e caranguejo, entre outros.

Ranicultura: O Espírito Santo possui áreas propícias para a criação de rãs. Por estar próximo aos grandes mercados consumidores, o Estado tem todos os requisitos necessários à criação comercial. O Espírito Santo já teve uma grande quantidade de ranários, mais de 15, e o Incaper contribui para incentivar a atividade e reduzir os entraves para o desenvolvimento da atividade.

Atualmente, Taiwan e China são os maiores produtores mundiais de rã. Nesses países, o sistema de criação é semi-intensivo, ou seja, os animais passam parte da vida em cativeiro, parte no ambiente. Neste contexto, o Brasil se destaca como maior produtor de rãs em cativeiro, sendo que São Paulo e Rio de Janeiro são os Estados com maior número de ranários do país.

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