O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional. O valor de produção do conilon representa 38% do PIB agrícola capixaba. Atualmente, existem 286 mil hectares plantados de conilon no Estado. São 49 mil propriedades rurais em 68 municípios.
O Estado é referência brasileira e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do conilon, com uma produtividade média que deve chegar a 50,7 sacas por hectare (sc/ha) em 2025, segundo a Conab. A produtividade evoluiu muito nas últimas décadas, graças às tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com diversas instituições.
Os maiores produtores de café conilon do Espírito Santo - com base em dados de produção de 2023 - são os seguintes municípios: Linhares, Rio Bananal, Jaguaré, Vila Valério e Nova Venécia.
No Espírito Santo, cerca de 90% das lavouras de café conilon são conduzidas com irrigação. O tamanho médio das lavouras é de 8,0 hectares, conduzidas pelas famílias dos produtores. As plantações vêm sendo renovadas sob nova base tecnológica na ordem de 7% ao ano. Os cafeicultores que utilizam as recomendações técnicas do Incaper têm alcançado produtividade superior a 80 sacas beneficiadas de café por hectare, e produto final de qualidade superior.
Veja a caracterização do cultivo do café conilon no Espírito Santo nas diferentes regiões:
Região Noroeste - Constituída por 17 municípios: Alto Rio Novo, Governador Lindenberg, Marilândia, Agua Doce do Norte, Ecoporanga, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Agua Doce do Norte, Baixo Guandu, Colatina, Pancas, São Gabriel da Palha, Nova Venécia, Boa Esperança, Vila Valério, São Domingos do Norte e Águia Branca. Representa cerca de 47% de área (112 mil ha em produção) e 41,50% produção (4,130 milhões de sacas/ano). A produtividade média de 38,74 sacas por hectare (dados 2020). A cafeicultura está localizada em região de topografia mais acidentada, predominantemente de pequenos produtores de base familiar com bom nível tecnológico. Mais de 70% da cafeicultura na região é irrigada.
Região Nordeste - Constituída por 15 municípios: Mucurici, Montanha, Ponto Belo, Pedro Canário, Pinheiros, Conceição da Barra, São Mateus, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, João Neiva, Aracruz, Fundão, Ibiraçu. Com base nos dados de 2020, a região representa cerca de 33% de área (86mil ha em produção) e 41% da produção (4,080milhões de sacas/ano). A produtividade média de 47,25 sacas/ha. A cafeicultura está localizada em região de topografia predominantemente plana. Os produtores possuem bom nível tecnológico, e mais de 90% das lavouras são irrigadas.
Região Centro Serrana - Constituída por 12 municípios: Afonso Claudio, Laranja da Terra, Itarana, Itaguaçu, Santa Tereza, São Roque do Canaã, Santa Leopoldina, Conceição do Castelo, Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha. Com base nos dados de 2020, a região representa cerca de 9% (23 mil ha em produção) da área e 8,3% da produção (824 mil sacas/ano). A produtividade média de 36,43 sacas/ha. A região centro serrana possui topografia mais acidentada. A cafeicultura na região é predominantemente de pequenos produtores de base familiar, que possuem médio nível tecnológico. Mais de 60% das lavouras são irrigadas.]
Região Sul Caparaó – Constituída por 20 municípios: Alfredo Chaves, Anchieta, Guarapari, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul, Alegre, Iúna, Muniz Freire, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus Do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Jerônimo Monteiro, Muqui, São José dos Calçados, Vargem Alta, Itapemirim, Presidente Kennedy. Com base nos dados de 2020, a região representa cerca de 11% (28,60 mil ha em produção) da área e 9,30% da produção (916 mil de sacas/ano). A produtividade média de 32,96 sacas/ha. Cafeicultura localizada em região de topografia mais acidentada, predominantemente de pequenos produtores de base familiar, com predomínio de produtores médio tecnológicos, cerca de 20% irrigada.