Olericultura - Tecnologias

A produção de olerícolas é uma atividade que tem uma grande relação com a agricultura de base familiar, pois em um pequeno espaço territorial é possível produzir uma grande diversidade de culturas. A olericultura é uma importante geradora renda e possibilita o envolvimento da mão de obra de toda a família.

A pesquisa agropecuária do Incaper contribuiu sobremaneira, ao longo dos anos, para o cultivo de produtos considerados base da alimentação da população.

Além das variedades recomendadas ao longo dos anos de maneira a tornar essas culturas mais tolerantes e produtivas, o Incaper vem contribuindo também com o diagnóstico de pragas, de doenças, da fertilidade do solo e da nutrição, bem como com tecnologias para a nutrição e o manejo da cultura, para o manejo integrado de pragas e doenças de diversas olerícolas. Sendo que essas tecnologias têm se constituindo em conteúdo de publicações técnicas com foco para diferentes cadeias produtivas de olerícolas, bem como para a construção das normas técnicas da produção integrada de raízes e do tomate coordenadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Cultivares recomendadas pelo incaper e cultivadas atualmente

Taro ‘São Bento’: Cultivar Capixaba de Taro (inhame)
Uma cultivar genuinamente capixaba. O taro ‘São Bento’ é uma cultivar selecionada pela primeira vez na região de São Bento de Urânia, Município de Alfredo Chaves. O produtor rural Jair Pianzoli diferenciou, na sua lavoura as plantas das demais pela coloração mais clara do pecíolo (parte da planta que liga a folha ao caule). O taro ‘São Bento’ apresenta excelente produtividade (50,4 toneladas por hectare). O rizoma (tipo de caule que cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo) possui peso médio em torno de 220 gramas, superior às cultivares tradicionais, na época (‘Macaquinho’ e ‘Chinês’), além de menos perda de peso pós-colheita.

“Amarelo de Senador Amaral”: Cultivar de Batata baroa (Mandioquinha salsa).
Essa cultivar foi lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) www.embrapa.br, em 1998, e recomendado o plantio no Espírito Santo, após pesquisas locais, destacando-se além de sua produtividade e padrão de raízes, pelo seu ciclo mais curto (8 meses) do que a Amarela de Carandaí, (ciclo de 10 meses), que era até então, a única plantada.

 

Outras cultivares recomendadas pelo incaper ao longo dos anos

Cultivares de alho para regiões produtoras do Espírito Santo: ‘Seleção Jetibá’, ‘Gigante Inconfidente’, ‘Gigante Lavinia’, ‘Gigante Roxão’, ‘Cultura 5’.

Cultivares de batata para regiões produtoras de Santa Maria de Jetibá: ‘Itacaré’, ‘Frisia’, ‘Esperante’, ‘Mariana’ e ‘Matilda’.

Cultivares híbridos de pepino tipo verde claro: ‘Anápolis 796’, ‘Anápolis 798’, ‘Caipira AG 207’.

Cultivares híbridos de pepino tipo verde escuro: ‘Rio Verde’, ‘Sprint 440’ (S).

Cultivares de pimentão para Região Serrana do Espírito Santo: ‘Agronômico 10G’, ‘Margareth’, ‘Cascadura’, ‘Itaipu’, ‘Mercury’.

Cultivares de cenoura para cultivo de verão: Kuronan e Brasília.

Taro ‘Macaquinho’: nova cultivar de taro (inhame).


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Tópicos:
Olericultura
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